Wii would like to play

2 10 2007

Finalmente, depois de um bom tempo juntando trocados e sonhando… comprei um Wii. Faz um tempinho, já, mas minha nova rotina de trabalho (em casa, mais muito mais corrida do que na revista) tem me impedido de aproveitar devidamente o brinquedo. A chegada da namorada no fim de semana pode ajudar a reverter a situação, especialmente se eu conseguir botar as mãos em WarioWare: Smooth Moves até lá.

Dos jogos que tenho, Rayman é o que mais joguei. São minigames fáceis, rápidos e muito engraçados, dá para completar um “nível” (quatro jogos cada) em meia hora, desestressar e voltar ao trabalho. A mecânica do controle sensível ao movimento é perfeita e no dia seguinte à primeira partida acordei com os braços doendo, resultado das várias tentativas até conseguir arremessar uma vaca a 60 metros de distância, entre outras loucuras (DAAAAAAAAHH!!!!!!). Super Paper Mario é bastante divertido, mas ainda não consegui tempo suficiente para tocar em Zelda: Twilight Princess ou Metroid Prime 3: Corruption.

Gostei bastante dos aspectos online do console (notícias, previsão do tempo) e acabei comprando o Internet Channel (500 wii points) para fazer alguns testes com o Wii como Media Center. Aproveitei o embalo, e comprei também Sin & Punishment (1200 wii points), shooter da Treasure originalmente lançado para o Nintendo 64 que, até sair hoje no Virtual Console, nunca tinha sido lançado nos EUA.

A Nintendo foi esperta em permitir que qualquer um com um cartão de crédito internacional compre Wii Points, assim ela não perde consumidores como eu que querem gastar, mas não moram na terra do Tio Sam. Coloquei trinta dólares (3.000 Wii Points) e ainda tenho crédito pra um jogo de NES e um de Megadrive. Sim, eu tenho um Megadrive. E posso rodar jogos de NES usando um dos muitos emuladores para Gamecube/Wii disponíveis na Internet. Mas sempre disse para mim mesmo que, no dia em que uma empresa me desse a oportunidade de comprar, legalmente e por um preço decente meus jogos favoritos da antiguidade, eu pagaria com gosto. Estou cumprindo minha palavra.

Creio que minha única reclamação até o momento é justamente no Shop Channel. O gerenciador de download é, por falta de definição melhor, patético. Um único download por vez? Sem download em segundo plano? Poxa Nintendo, vocês conseguem fazer melhor que isso. E se livrem do Mario na barra de progresso: ele é bonitinho da primeira vez, mas a partir do segundo download o barulho das moedinhas e cabeçadas nos bloquinhos fica irritante.





“Making Of” de Atlantis

29 03 2007

Se você, como eu, era um pequeno nerd curioso na década de 80, provavelmente já se perguntou mais de uma vez “puxa, como eles fazem isso?” enquanto jogava seu joguinho favorito no Atari.

A resposta veio cerca de 20 anos depois: o povo da AtariAge encontrou no YouTube um trio de vídeos de um programa da PBS (emissora norte-americana) sobre a Imagic, a número dois no desenvolvimento de jogos para o Atari. Não lembra da Imagic? Então talvez você se lembre de dois nomes: Demon Attack e Atlantis. Lembrou? Sabia :)

O programa, com três segmentos (1, 2 e 3) de 9 minutos cada, acompanha o desenvolvimento do jogo Atlantis durante o ano de 1982, de sua concepção à estréia na CES (na época não existia E3). Você vai ver sessões de brainstorming, protótipos do jogo, produção dos cartuchos, testes do jogo com crianças, festas de lançamento e mais. Destaque para os programadores escrevendo código “na mão”, em papel, e trabalhando sem computadores em suas mesas.

Se quiser baixar os vídeos, recomendo o site Vixey.net: ele baixa o arquivo FLV do YouTube, faz a conversão online e te entrega um AVI ou MPEG-4 prontinho pra tocar em qualquer DVD Player ou no seu iPod. Genial.

UPDATE: Troquei os links do YouTube (fora do ar) por links para versões locais dos vídeos. São arquivos MP4, com cerca de 20 MB cada.





Bebidas estranhas

21 03 2007

Faz tempo que tinha decidido que, na minha primeira viagem aos EUA, iria experimentar o maior número de bebidas estranhas que encontrasse por aqui. Aqueles refrigerante e sucos dos quais você só ouve falar em filmes e séries de TV, e que não apareem no Brasil. Não encontrei tudo o que eu procurava (WTF! Cadê a Jolt Cola?), mas a seleção é bem interessante:

  • Coca-Cola Blak - Mistura de Coca-Cola com café. Cheguei na hora certa, parece que vai sair de linha em breve (segundo a Wikipedia). O gosto lembra uma mistura de Coca-Cola com aquelas balas “Toffee” de caramelo. Interessante.
  • Dr. Pepper - Agora sei de onde a Coca-Cola tirou a idéia da Cherry Coke: foi da Dr. Pepper. Só que eles levam o “cherry” muito a sério, imagine coca-cola com um sabor artifical muito forte de cereja. Não agradou. Lembram do slogan no primeiro “Robô em Curto-Circuito”?.
  • Barq’s Famous Old Tyme Root Beer - Root Beer sempre me lembrou um joguinho antigo de fliperama, Tapper (ou Root Beer Tapper). Não tem similaridade nenhuma com cerveja, lembra… Coca-Cola com Wintergreen (que dá aquele “gosto de Listerine”). Sério. Mas é bebível.
  • Squirt - Esse eu não conhecia, mas o nome chamou a atenção. É uma espécie de Sprite sabor Grapefruit. Gostosinho
  • Minute Maid Lemonade - Limonada em latinha? Aqui tem. Tem gosto de limonada caseira, mas só 1% de suco natural de limão. Deve cair bem no verão.




Ladies and Gentleman… Wii have a modchip!

6 02 2007

Não demorou muito, e já saiu o primeiro modchip (chamado CycloWiz) pro Wii. A instalação parece ser muito simples (sem levar em conta o processo de abrir o console) e ele permite rodar “backups” de jogos do Wii e do Gamecube gravados em DVD (+R e -R), inclusive jogos em múltiplos discos e com streaming de áudio. O site Maxconsole tem um review do brinquedinho, que custa módicos US$ 50,00.





Retrogaming

23 01 2007

Sabadão, resolvi fazer uma aventura em Sta. Ifigênia com dois fudebas, o Jurczyk e o Robson França, pra tentar reencontrar um velho amigo: um Megadrive. Explico: no começo do mês, caí em um momento banana e comprei de um colega de trabalho a “coletânea” completa de Streets of Rage. Todos os três cartuchos, originais, na caixinha e com manuais. O problema: não tenho mais um Megadrive. Daí a peregrinação.

A série completa: Europeu, Japonês e Americano.

Na primeira loja que tento, tropeço com um Megadrive do Milhão. 80 contos, mas não simpatizei muito. Se não me engano, a placa daquilo é baseada na Genesis 3 da Majesco, e não tem expansão pra Mega CD nem é compatível com o 32x. OK, não tenho nenhum dos dois, mas vai que um dia…

Na mesma loja, acho um Megadrive 2 japonês. Uma etiqueta colada avisa “Só roda alguns jogos” (claro, é travado) e indica o preço, salgados R$ 100,00. Não, obrigado. E lá vou eu bater perna de novo. Na Eletromil, encontro um Megadrive 1 japonês, igual ao que eu tinha na década de 90, embalado com 2 controles de três botões e a fonte. Pergunto o preço e descubro a pechincha: módicos R$ 59,00, sem contar um descontinho (R$ 5,00) por causa da falta do cabo A/V (alienígena, claro). Bato mais perna e finalmente acho um cabo A/V “alternativo” por R$ 10,00. Quebra o galho, missão cumprida.

Chego em casa, ligo o console… beleza, funciona! Claro, não roda o Streets of Rage 3, já que o cartucho norte-americano tem trava de região e o console é japonês. Dá-lhe Google pra achar instruções de como destravar o console: lembro-me que na década de 90 mandei destravar meu Mega, operação que na época deve ter custado uns 40 contos. Achei as instruções, só preciso de três fios e uma chavinha liga-desliga, moleza absoluta.

O console, destravado. A modificação consiste nos três fios e a chave.

Modificação feita… beleza, funciona que é uma maravilha! Agora só preciso de uma última coisa: limpar os controles que vieram com o console, que estavam em estado lastimável. Depois de algumas horas de molho em água e sabão e uma escovada de leve, estão usáveis. Ficam de backup, na jogatina do dia-a-dia prefiro usar um seis botões zerinho que tenho guardado aqui em casa há pelo menos uns 5 anos.

Com tudo pronto, finalmente posso matar a saudade e jogar. Tem algo de diferente entre jogar em um Megadrive de verdade, com controles de verdade e ligado a uma TV de 21″, e um emulador no Mac com controle de Mac e um LCD de 17″. Sei lá, talvez sejam as lembranças da infância misturadas… Agora me dêem licença, que tenho que livrar a cidade do Mr. X e sua escória. Será que não dá pra chamar os personagens pra dar uma voltinha no Brasil não?





Mudança de perspectiva

4 01 2007

Quando o Playstation 3 (um modelo japonês com HD de 20 GB) chegou aqui na redação da EGM, não fiquei impressionado. Os jogos são bonitos, claro, mas nada que eu já não tivesse visto, praticamente igual, no XBox 360. A falta de jogos interessantes e os recursos online “desconjuntados” reforçaram a impressão negativa.

Mas, de repente, o Playstation 3 comçou a fazer sentido. Foi de uma hora pra outra, mais exatamente na hora em que rodamos Gran Turismo HD com o console ligado a um monitor LCD Samsung 225 BW (LCD Widescreen de 22″) via DVI e rodando a 1080p.

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Acreditem, é de cair o queixo

É lindo, simplesmente lindo, dá pra confundir com um vídeo se você ignorar o serrilhado (marca registrada e eterna do Playstation) em certos pontos dos gráficos. Se você tem um Playstation 3, precisa ligar ele a um monitor capaz de 1080p, seja qual for. Não tem a menor graça sem isso.

PS) O PS3 pode ser lindo, mas continuo preferindo o Wii.





O Wii está (literalmente) entre nós

6 12 2006

O mais legal de trabalhar junto com o pessoal na redação de games da Futuro é ver do que os leitores são capazes para ganhar uma promoção. O povo da Nintendo está fazendo uma, chamada “o que você faria para entrar na próxima geração?”, ou algo parecido.

Os leitores estão loucos com a chance de ganhar um Wii na faixa, e cartas e caixas nunca param de chegar. Muita gente deixou de lado a originalidade e mandou Wiis de papelão (mais imaginação, povo!), devemos ter uma meia dúzia deles. Entretanto, tem gente que vai bem mais longe, e pagaria o mico de se fantasiar de Wiimote!

O “Wiimotão” (como apelidei) veio pelo correio e logo começou a passear pela empresa. Visitou a sala da diretoria, a redação de todas as revistas, a recepção e até deu tchauzinho para o povo nos ônibus que passavam em frente ao prédio da Futuro na hora. Completamente insano! Claro que não pude deixar passar a oportunidade de uma foto, cortesia do Orlando Ortiz e seu super W800.

Diga Wii!

 

Aquilo na minha mão é um Wiimote de verdade, para fins de comparação. Algum leitor da EGM se atreve a tentar adivinhar quem está dentro da fantasia? Pela pose é fácil, é só olhar no expediente de uma ou duas edições anteriores ;).





A matemática do PS3

1 12 2006

Muita gente já notou que as Lojas Americanas estão vendendo o Playstation 3 aqui no Brasil. E provavelmente todas estas pessoas caíram da cadeira imediatamente ao ver o preço: módicos R$ 7.980,00. Não, não tem um zero a mais nesse número não. São quase oito mil reais mesmo. Lembrando que esse é o modelo “low-end”, com HD de 20 GB, que custa US$ 450,00 lá nos EUA (se você achar, esgotou no primeiro dia).

O povo do Gulp fez as contas, e chegou à conclusão… é mais barato ir à uma loja da CVC, comprar um pacote turístico para os EUA de seis dias e quatro noites, se hospedar em um hotel no centro de Manhattan, comprar o PS3 e trazê-lo (legalmente) na bagagem do que comprar nas Lojas Americanas.  E ainda sobra troco! Confiram as contas, é de ficar assombrado.





Wii broke it!

21 11 2006

Foi o que disse o povo da revista norte-americana Popular Science. Eles compraram um Wii, jogaram um pouco e decidiram abrir. Como não acharam uma chave compatível com os parafusos venusianos da Nintendo, abriram a carcaça na força, e acabaram detonando o console. Pelo menos ele não morreu em vão, a equipe da revista conseguiu as fotos que tanto queriam.





Falando na próxima geração…

16 11 2006

Os loucos do site japonês PC Watch desmontaram um Playstation 3, e montaram uma galeria na Web com fotos de toda a autópsia. Sim, é um trabalho sujo, mas com a morte da Lik-Sang alguém tem que fazê-lo… desmontar consoles caros e novinhos em folha deve ser algum tipo de esporte na Ásia, vá entender.

Acho que a imagem mais “emblemática” do conjunto é essa daqui, do lacre de garantia dizendo VOID. Interessante notar que, assim como o PS2 mantinha a CPU do PS1 (usada como controlador de I/O), o PS3 mantém o chipset (Graphics Synthesizer e Emotion Engine, em um chip só) do PS2. Fica mais fácil manter compatibilidade, mas mesmo assim a Sony está tendo problemas.

UPDATE! - Eduardo Lima aponta para uma autópsia do PS3 em inglês, feita pelo pessoal do DailyTech. Valeu!