Ontem postei uma galeria rápida com as primeiras imagens de Salt Lake City, mas não expliquei como vim parar aqui. Bem, não foi fácil.
A problemada começou com a tempestade que desabou sobre São Paulo e praticamente parou a cidade. Debaixo de muita chuva, tive que mudar rapidamente meus planos. Chamei um táxi às 4 da tarde, fui até em casa, catei as malas e mandei o motorista tocar para o aeroporto. Excelente idéia, porque só consegui chegar em Guarulhos depois das 6, cortando caminho por todas as “quebradas” de São Paulo para conseguir fugir do trânsito. Se tivesse saído de casa às 6, provavelmente teria chegado (bem) atrasado.
Em Guarulhos, outra surpresa desagradável: uma fila gigantesca para passar pela Polícia Federal e chegar à sala de embarque. Algum tipo de operação padrão ou coisa parecida. Ela serpenteava por várias áreas do aeroporto e, quando finalmente começou a andar, levamos 40 minutos para conseguir entrar na sala. Nesse meio tempo acho que os policiais desistiram da operação, porque o que estava lá mal olhou meu passaporte.
Quando acho que vou embarcar… atraso: a aeronave demorou a receber a liberação para iniciar o embarque, e o vôo, que deveria sair às 22:55, nessa hora sequer tinha começado a embarcar. Comecei a ficar preocupado, tinha uma conexão em Atlanta menos de duas horas depois da chegada.
Embarque pronto… o avião entra na fila para decolagem. Mais meia hora de espera. Quando finalmente começa a taxiar, o piloto anuncia no sistema de som: “Senhoras e senhores passageiros, desculpem o incômodo, mas teremos que voltar ao portão de embarque”. Uma passageira teve um ataque de pânico e não conseguiu continuar no vôo. Até retornar ao portão, desembarcar a passageira, mais as malas, voltar à fila e decolar, foram mais de duas horas de atraso. Decolamos com a conexão em Atlanta já perdida.
Nove horas depois chegamos à Atlanta, na Georgia. A passagem pela imigração foi tranquila, porém meio demorada. Encontramos um balcão da Delta para tentar remarcar as passagens e recebemos a má notícia: não há poltronas livres em nenhum vôo para Salt Lake City, o “máximo” que eles poderiam fazer era nos dar um “seat request”, um pedido de assento para tentarmos usar nos vôos daquele dia. Se ao fim do embarque houvessem poltronas livres, poderíamos viajar. Senão, teríamos de esperar para voar no dia seguinte.
Próximo vôo: dali a 30 minutos. 30 minutos para passar pela segurança, pegar o metrô interno do aeroporto, ir até o terminal/portão certo e tentar embarcar. Chegamos a minutos do fim do embarque. Em meu grupo haviam seis pessoas esperando passagem, só três estavam confirmadas. No fim das contas, um atraso em outro vôo da Delta faz com que passageiros percam a conexão e seis assentos ficam livres. LUCKY!
Tive o azar de pegar uma poltrona no fundo do avião, que reclinava pouco e onde o barulho da turbina era muito alto. Mas a sorte do avião ser um 767-300ER modernizado, com sistema de entretenimento individual em cada poltrona, mesmo na classe econômica. Isso significou músicas, filmes, jogos (tinha Zuma, acreditem, US$ 5,00 pra jogar o vôo todo) e TV a bordo. Matei o tempo assistindo Mythbusters e documentários do Discovery Channel
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No caminho entre Atlanta e Salt Lake, sobrevoamos Denver e Aspen, e vi as primeiras montanhas cobertas de neve. Antes delas, planícies cheias de pequenas poças, lagos e canais causados pela neve derretida. Tudo é muito plano, parece que passaram um rolo compressor na paisagem, e de repente do nada surge uma cadeia de montanhas (no caso, as Rochosas).
No final das contas, acabamos chegando a Salt Lake City com quatro horas de atraso, ligeiramente moídos mas ainda assim felizes por tudo ter dado certo (exceto o Rafael Peregrino, que só reencontrou as malas no final de Sábado). Almoçamos em um restaurante chinês (P.F.Chang, excelente tanto na qualidade quanto no preço e atendimento) e à noite saí com o grupo para “bater perna”. Acabei encontrando uma loja da rede de farmácias Walgreens, que tem mais jeito de loja “tem de tudo” do que de farmácia (lembra uma versão em larga escala da Drogamed em Curitiba). Depois de algumas comprinhas, voltei para o hotel para dormir e me preparar para a aventura da manhã seguinte: o passeio de snowmobile.