Hablando Portuñol

2 11 2007

Opa, tem alguém por aqui ainda? Não, eu não morri. Leitores mais atentos devem ter notado que atualizei minha galeria de fotos no Flickr (e não, ainda não fiz a migração de todas as galerias do blog pra lá. Mea Culpa). Aproveitei um evento da Nokia para comemorar (meio atrasado, é verdade) Lo Internacional de Hablarse Portuñol “in loco”, em Buenos Aires. Passei os últimos quatro dias em Puerto Madero, bairro “chique” da cidade, cercado por pessoas armadas com N73, N76, N81 e N95 por todos os lados. Ô inveja… um dia eu ainda tenho um :)

No fim das contas acabei nem hablando portuñol, fiquei com o inglês mesmo. Me viro sem problemas com texto em espanhol, mas nuestros hermanos falam com uma velocidade, e um sotaque tão diferente do esperado, que tornaram qualquer tentativa de comunicação infrutífera para mim. Se um dia eu terminar o módulo de japonês do Rosetta, juro que começo um de espanhol.

De resto, a falta de posts aqui no Blog é porque não tem muita coisa, fora trabalho, muito trabalho, acontecendo ultimamente. A bola da vez (e alguns vão ficar chocados) é que a namorada está vindo aqui pra casa. Não pra passear, como já fez várias vezes, mas a longo período, pra morar junto. Ela arranjou um emprego em SP, aqui pertinho de casa, e como bom FUBAPA vou fazer de tudo pra ajudá-la a se estabelecer na selva de pedra. É a vida, aprontando um “chabudai gaeshi” e mudando planos quando menos se espera :)

UPDATE: Fotos da viagem finalmente organizadas, descritas e taggeadas no Flickr.





Nerd padeiro

4 08 2007

Apenas uma das muitas cenas do Intel Editor’s Day 2007 em Mogi das Cruzes, São Paulo. Muitas mais no Flickr.





Por onde anda o Rigues?

10 05 2007

Correndo com a revista e outros projetos, viajando bastante, um pouco cansado e louco por umas mais do que merecidas férias (se tudo der certo, em julho). Nas horas vagas tento descansar viajando para Curitiba ou passando os fins de semana em companhia da namorada, que ajuda me levando a passeios maravilhosos.

O último foi na semana passada, no Rio. O Museu Nacional na Quinta da Boa Vista é fantástico, e a exposição de meteoritos, que inclui a famosa Pedra de Bendegó, é de cair o queixo. Mas nada se compara à visita a um submarino da Marinha, o S 22 Riachuelo. Fotos, muitas fotos, na galeria. Desculpem as descrições em inglês, mas é que linkei ela em alguns sites internacionais sobre o assunto :).

UPDATE, 05/06/07: Mudei o link da galeria, da cópia no servidor para a nova galeria no Flickr.





Nerdeando na neve

19 03 2007

Domingo, dia de dormir até tarde, certo? Não se quiser um pouco de aventura: tive de acordar às 6 da manhã para poder encontrar o grupo às 07:15 e ir à Thousand Peaks. Para quê? Um passeio de snowmobile pelas montanhas.

Antes de mais nada, que fique claro uma coisa. Não gosto de dirigir, nunca dirigi um carro na minha vida e não morro de amores por motos. Não sei o que diabos eu estava pensando quando me inscrevi para dirigir o que é basicamente uma moto sobre esquis montanha acima até 3 mil metros de altura, mas não me arrependo: foi muito divertido.

Depois da chegarmos a Thousand Peaks (adorei o nome, e é verdade: nunca vi tantas montanhas juntas) e escolher nosso equipamento, tivemos uma rápida instrução sobre como controlar o snowmobile e partimos para o passeio. Na teoria é fácil, é basicamente como dirigir uma bicicleta. Na prática é mais complicado, porque a resistência na hora das curvas é grande e o calor tinha derretido boa parte da neve no terreno. A maioria do que sobrou era neve compacta, que resulta em caminhos cheios de solavancos. Sem falar no medo de cair daquela coisa a 60 por hora.

O instrutor nos levou até a pista de treino, um campo amplo e plano com neve mais fofa para nos acostumarmos com o snowmobile e sua reação antes da subida da montanha. Foi aqui que tive o primeiro sinal de que minha carreira de “piloto” não ia durar muito: durante uma curva, o motor morreu sozinho. Não consegui religar, chamei o instrutor, ele religou o motor e retomei o passeio. Cinco minutos depois, o motor morre de novo. Religo, e começamos a subida.

No meio do caminho… o motor morre de vez e não volta. O instrutor abre, dá uma olhada, nota um problema com as engrenagens e me diz que vou ter que continuar o resto do passeio de carona. Ainda assim foi muito divertido (e bonito), mas tirou um pouco da emoção da coisa, justo quando eu estava começando a gostar.

Na verdade, teve um pouco de emoção sim. No caminho entre a cabana e o topo da montanha, pegamos um trecho de estrada cheio de “lombadas”. O suíço que me deu carona acelerou um pouco mais, eu pulei no banco de trás e minha câmera digital, que estava no bolso do casaco, voa a 60 Km/h de encontro a um banco de neve. Felizmente ficou intacta (Sony Cybershot DSC-P73: aprovada para aventura!) e pude continuar fotografando. Infelizmente não posso dizer o mesmo da bolsa da câmera: deve ter se desprendido do cinto e caído durante o passeio, nunca mais encontrei. Sorte que a única coisa que tinha lá dentro era um cabo USB e duas pilhas recarregáveis, nada que uma rápida ida a uma loja da Office Depot não resolva.

Voltamos para o hotel quebrados. Para terem uma idéia, o passeio terminou há cerca de 12 horas, e meus braços e pernas ainda doem. Na TV parece fácil, mas se equilibrar e controlar uma máquina daquelas não é bolinho.





The story so far…

19 03 2007

Ontem postei uma galeria rápida com as primeiras imagens de Salt Lake City, mas não expliquei como vim parar aqui. Bem, não foi fácil.

A problemada começou com a tempestade que desabou sobre São Paulo e praticamente parou a cidade. Debaixo de muita chuva, tive que mudar rapidamente meus planos. Chamei um táxi às 4 da tarde, fui até em casa, catei as malas e mandei o motorista tocar para o aeroporto. Excelente idéia, porque só consegui chegar em Guarulhos depois das 6, cortando caminho por todas as “quebradas” de São Paulo para conseguir fugir do trânsito. Se tivesse saído de casa às 6, provavelmente teria chegado (bem) atrasado.

Em Guarulhos, outra surpresa desagradável: uma fila gigantesca para passar pela Polícia Federal e chegar à sala de embarque. Algum tipo de operação padrão ou coisa parecida. Ela serpenteava por várias áreas do aeroporto e, quando finalmente começou a andar, levamos 40 minutos para conseguir entrar na sala. Nesse meio tempo acho que os policiais desistiram da operação, porque o que estava lá mal olhou meu passaporte.

Quando acho que vou embarcar… atraso: a aeronave demorou a receber a liberação para iniciar o embarque, e o vôo, que deveria sair às 22:55, nessa hora sequer tinha começado a embarcar. Comecei a ficar preocupado, tinha uma conexão em Atlanta menos de duas horas depois da chegada.

Embarque pronto… o avião entra na fila para decolagem. Mais meia hora de espera. Quando finalmente começa a taxiar, o piloto anuncia no sistema de som: “Senhoras e senhores passageiros, desculpem o incômodo, mas teremos que voltar ao portão de embarque”. Uma passageira teve um ataque de pânico e não conseguiu continuar no vôo. Até retornar ao portão, desembarcar a passageira, mais as malas, voltar à fila e decolar, foram mais de duas horas de atraso. Decolamos com a conexão em Atlanta já perdida.

Nove horas depois chegamos à Atlanta, na Georgia. A passagem pela imigração foi tranquila, porém meio demorada. Encontramos um balcão da Delta para tentar remarcar as passagens e recebemos a má notícia: não há poltronas livres em nenhum vôo para Salt Lake City, o “máximo” que eles poderiam fazer era nos dar um “seat request”, um pedido de assento para tentarmos usar nos vôos daquele dia. Se ao fim do embarque houvessem poltronas livres, poderíamos viajar. Senão, teríamos de esperar para voar no dia seguinte.

Próximo vôo: dali a 30 minutos. 30 minutos para passar pela segurança, pegar o metrô interno do aeroporto, ir até o terminal/portão certo e tentar embarcar. Chegamos a minutos do fim do embarque. Em meu grupo haviam seis pessoas esperando passagem, só três estavam confirmadas. No fim das contas, um atraso em outro vôo da Delta faz com que passageiros percam a conexão e seis assentos ficam livres. LUCKY!

Tive o azar de pegar uma poltrona no fundo do avião, que reclinava pouco e onde o barulho da turbina era muito alto. Mas a sorte do avião ser um 767-300ER modernizado, com sistema de entretenimento individual em cada poltrona, mesmo na classe econômica. Isso significou músicas, filmes, jogos (tinha Zuma, acreditem, US$ 5,00 pra jogar o vôo todo) e TV a bordo. Matei o tempo assistindo Mythbusters e documentários do Discovery Channel :).

No caminho entre Atlanta e Salt Lake, sobrevoamos Denver e Aspen, e vi as primeiras montanhas cobertas de neve. Antes delas, planícies cheias de pequenas poças, lagos e canais causados pela neve derretida. Tudo é muito plano, parece que passaram um rolo compressor na paisagem, e de repente do nada surge uma cadeia de montanhas (no caso, as Rochosas).

No final das contas, acabamos chegando a Salt Lake City com quatro horas de atraso, ligeiramente moídos mas ainda assim felizes por tudo ter dado certo (exceto o Rafael Peregrino, que só reencontrou as malas no final de Sábado). Almoçamos em um restaurante chinês (P.F.Chang, excelente tanto na qualidade quanto no preço e atendimento) e à noite saí com o grupo para “bater perna”. Acabei encontrando uma loja da rede de farmácias Walgreens, que tem mais jeito de loja “tem de tudo” do que de farmácia (lembra uma versão em larga escala da Drogamed em Curitiba). Depois de algumas comprinhas, voltei para o hotel para dormir e me preparar para a aventura da manhã seguinte: o passeio de snowmobile.





Going abroad

15 03 2007

Vou ficar meio ausente na próxima semana. Estarei em Salt Lake City (Utah) participando do Novell Brain Share 2007. Como na viagem à Coréia, vou postar a parte jornalística no meu blog da PCMag e tentar colocar fotos e curiosidades aqui. Fiquem de olho, e até mais!

UPDATE: As fotos do primeiro dia, com alguns comentários, já estão no ar.





Cuidado onde senta

13 03 2007

Vai viajar de avião? Não sabe escolher uma boa poltrona? Então dê uma passadinha no site SeatGuru. Basta dizer a companhia aérea, o modelo da aeronave e o site mostra um mapa completo dos assentos, indicando quais lugares são bons, quais não são e porquê.

Além disso, ele também lista as amenidades a bordo (TV, Música), se os assentos tem tomadas ou não e de que tipo (Acendedor, A/C, EmPower). Indispensável pra não cair em armadilhas, como pegar uma poltrona que não reclina direito em um vôo internacional.

Dica do amigo Henrique Martin.





Sensacionalismo barato

23 02 2007

O G1 (site de notícias da Globo) está com uma notícia sensacionalista sobre uma figura conhecidíssima do povo Curitibano: o(s) Jacaré(s) do Parque Barigüi. Saca só:

Um cachorro foi engolido por um jacaré em um dos lagos do Parque Barigüi, em Curitiba. A cena causou pânico entre os freqüentadores do parque, que temem que uma criança seja a próxima vítima do animal.

[...] é preciso alertar para o perigo desses animais no parque. “Assim como o pobre cachorrinho, ele irá devorar a primeira criança que chegar perto dele. Nesse dia, haverá uma comoção nacional e o jacaré, símbolo do parque, vai se transformar no jacaré assassino do Barigüi”

OK, vamos respirar fundo. É preciso “alertar” a população? Todo Curitibano conhece o bendito jacaré, tem até bonecos de pelúcia dele nas lojas Leve Curitiba (Elaine ganhou um) e uma estátua de pedra no parque! Sem falar que o alerta já está feito: placas, como esta, estão espalhadas pela margem do lago. Acho que o que precisa mesmo ser feito é proteger os jacarés da população, que vira e mexe joga pedra nos coitados enquanto eles tomam sol.

Falta de notícia é fogo…





Cuidado com os quelônios!

11 12 2006

As tartarugas, conhecidas como animais lentos e pacíficos, também ficam de saco cheio. E nessa hora, se transformam em seres traiçoeiros, carniceiros e sedentos por sangue. Nunca coloque o dedo em frente a uma tartaruga mal-humorada! A Nat descobriu porque…





Mais Coréia

16 11 2006

O Jurczyk (sorry, mas vou continuar chamando pelo sobrenome, senão me perco em meio a uma tonelada de Ricardos :P) está me cobrando um post mais detalhado sobre a Coréia. Detalhado? Hmmm… achei que os cinco posts e mais de 360 imagens na galeria eram suficientes, pelo jeito não, hehehe. Falando em galeria, coloquei uma nova no Flickr, com as “melhores imagens”. São 66 fotos no total, colocaria mais algumas mas minha quota de 20 MB mensais estourou na primeira leva.

Quanto aos momentos banana… não foram tantos quanto imaginei. Na verdade eu fui, levei (e gastei) algum dinheiro, mas não sabia muito o que comprar (sí­ndrome da criança na loja de doces). A agenda era apertadí­ssima, começava às 8 da manhã e terminava por volta das 10 da noite. Tivemos só duas horas em Yongsan no último dia para compras. Eu não estava a fim de uma câmera nova, estou feliz com a minha. Filmadora? Nha. Videogame… ando satisfeito com o meu Nintendo DS. E celular não adiantaria, a rede deles é CDMA (na verdade WCDMA, 3G) e nada funcionaria por aqui. O resultado final dos momentos banana acabou sendo o seguinte:

  • Pré-Coréia: Um M3 MiniSD e um cartão MiniSD de 2 GB. Agora posso carregar jogos, música e filmes à vontade no meu Nintendo DS e usar um só aparelho para multimí­dia nas viagens. Na verdade, acabei colocando músicas no MP3 Player (1 GB) e usando o espaço extra no MiniSD pra mais filmes e episódios de Scrapped Princess.
  • 1 pendrive Sandisk Cruzer Micro, 512 MB. Primeira compra em Seoul, uma pechincha. Pena que depois não achei mais pelo mesmo preço.
  • 1 VCD do filme Macross - Do You Remeber Love?. Sim, eu já tenho uma cópia em qualidade melhor e com legendas em inglês. Mas que fã poderia resistir? E a arte no CD (original) é muito legal :P
  • 1 Cartão Memory Stick Pro Duo de 1 GB (com adaptador). Esse é pra câmera digital, agora posso tirar 626 fotos a 3MP por vez antes de ter de descarregar. Ou gravar quase uma hora de ví­deo a 640×480 pixels com framerate decente (os ví­deos do Wii foram feitos com minha CyberShot P-73 e o cartão novo). Detalhe nerd: a foto de um Memory Stick no começo do artigo na Wikipedia é minha. É o antigo cartão de 128 MB da câmera.
  • 1 Outro cartão Memory Stick Pro Duo de 2 GB (também com adaptador). Esse não é pra câmera, que só vai até 1GB. É encomenda.
  • 1 Teclado PS/2 com teclas em Coreano. Presente para um amigo louco que coleciona teclados.
  • 1 iPod Nano Prata (segunda geração), 2 GB. Sim, eu já tenho um MP3 Player (um Nano Clone, Foston, 1 GB). Não, eu não resisti. Sim, podem me chamar de fanboy, eu mereço. O preço estava ótimo (praticamente o mesmo dos EUA) e ele estava tão bonitinho na vitrine, olhando pra mim…

E foi isso. Até pensei em procurar um Gp2X (influência do César), mas não tive tempo, assim como não tive tempo para caçar um Zemmix. Aliás, curiosidade: nosso guia coreano, Anthony, se lembrava do Zemmix e ficou surpreso por eu conhecer uma “velharia” dessas.