Andando de bicicleta…

4 03 2008

… ou melhor, de Segway HT, aquele fantástico “patinete computadorizado” (tem outro jeito de descrever aquilo?) que se equilibra automaticamente sobre duas rodas, tornando um tombo impossível. Aconteceu na Campus Party, com um dos Segway que a Intel levou ao evento para que os blogueiros contratados pudessem se deslocar rapidamente pelo pavilhão da bienal e não perder um segundo do que acontecia por lá.

A analogia com uma bicicleta é válida, porque a primeira sensação é o medo de cair. Faz sentido, afinal ele só tem duas rodas e a lógica dita que você vai cair ou de cara ou de bunda e pagar o maior mico. Mas depois de alguns segundos você aprende a confiar na máquina e já consegue ficar de pé sem medo. Ou pelo menos sem muito medo.

Para andar para a frente, basta jogar um pouco o peso do corpo para a frente. Quanto mais, mais rápido, portanto não se afobe ou vai tomar um susto. Para andar de ré, jogue o peso para trás. A surpresa veio na hora de virar: não adianta jogar o peso para os lados, é necessário torcer a manopla esquerda. Torça pra dentro e vire pra esquerda, torça pra fora e vire pra direita. Torça parado para girar sobre o próprio eixo, andando para fazer curvas. Em cinco segundos o receio dá lugar à diversão.

Claro, como não podia deixar de ser em um evento lotado de nerds, a “ocasião” foi fotografada e filmada. O Tiago Dória postou um videozinho (sem videocassetadas) no Tumblr. E a Sulamita (que cedeu o Segway, valeu!) tirou a foto abaixo:

rigues segway campus party




Wii would like to play

2 10 2007

Finalmente, depois de um bom tempo juntando trocados e sonhando… comprei um Wii. Faz um tempinho, já, mas minha nova rotina de trabalho (em casa, mais muito mais corrida do que na revista) tem me impedido de aproveitar devidamente o brinquedo. A chegada da namorada no fim de semana pode ajudar a reverter a situação, especialmente se eu conseguir botar as mãos em WarioWare: Smooth Moves até lá.

Dos jogos que tenho, Rayman é o que mais joguei. São minigames fáceis, rápidos e muito engraçados, dá para completar um “nível” (quatro jogos cada) em meia hora, desestressar e voltar ao trabalho. A mecânica do controle sensível ao movimento é perfeita e no dia seguinte à primeira partida acordei com os braços doendo, resultado das várias tentativas até conseguir arremessar uma vaca a 60 metros de distância, entre outras loucuras (DAAAAAAAAHH!!!!!!). Super Paper Mario é bastante divertido, mas ainda não consegui tempo suficiente para tocar em Zelda: Twilight Princess ou Metroid Prime 3: Corruption.

Gostei bastante dos aspectos online do console (notícias, previsão do tempo) e acabei comprando o Internet Channel (500 wii points) para fazer alguns testes com o Wii como Media Center. Aproveitei o embalo, e comprei também Sin & Punishment (1200 wii points), shooter da Treasure originalmente lançado para o Nintendo 64 que, até sair hoje no Virtual Console, nunca tinha sido lançado nos EUA.

A Nintendo foi esperta em permitir que qualquer um com um cartão de crédito internacional compre Wii Points, assim ela não perde consumidores como eu que querem gastar, mas não moram na terra do Tio Sam. Coloquei trinta dólares (3.000 Wii Points) e ainda tenho crédito pra um jogo de NES e um de Megadrive. Sim, eu tenho um Megadrive. E posso rodar jogos de NES usando um dos muitos emuladores para Gamecube/Wii disponíveis na Internet. Mas sempre disse para mim mesmo que, no dia em que uma empresa me desse a oportunidade de comprar, legalmente e por um preço decente meus jogos favoritos da antiguidade, eu pagaria com gosto. Estou cumprindo minha palavra.

Creio que minha única reclamação até o momento é justamente no Shop Channel. O gerenciador de download é, por falta de definição melhor, patético. Um único download por vez? Sem download em segundo plano? Poxa Nintendo, vocês conseguem fazer melhor que isso. E se livrem do Mario na barra de progresso: ele é bonitinho da primeira vez, mas a partir do segundo download o barulho das moedinhas e cabeçadas nos bloquinhos fica irritante.





Digitaru Terebi!

19 06 2007

Fui a uma demo de uma das primeiras transmissões públicas do sistema de TV Digital brasileiro hoje, no showroom da Samsung aqui em SP. Relato completo no blog da PCMag, fotos no Flickr, videozinho abaixo:





Queimando tudo

5 06 2007

Finalmente criei vergonha na cara e comprei o gravador de DVD que estava postergando há tanto tempo. É um Samsung SE-S184M externo, USB. De “brinde”, no Submarino, levei um tubo com 50 discos DVD-R da Memorex. A instalação não poderia ser mais fácil. Alias, que instalação? Foi só plugar na tomada, numa porta USB do Mac Mini e pronto. Sem drivers a instalar, sem software proprietário maluco. Posso queimar DVDs direto do Finder ou usar o Toast Titanium 7 (ou programas alternativos como o LiquidCD e Disco) se preferir. Porque tudo não pode ser fácil assim?

Tenho passado as noites frias (muito frias!) deste outono paulista dedicado ao velho projeto de passar toda minha coleção de animes de CDs de qualidade duvidosa pra DVD. Pra um nerd como eu, é uma delícia ver uma série como RahXephon “encolher” de 7 CDs para apenas um DVD. Desse jeito vou liberar muito espaço no rack (que já estava pedindo uma expansão) e acabar com várias caixinhas de CD livres para uso futuro.

O inconveniente é encontrar, de vez em quando, uma série perdida por causa de um CD ilegível. Mas nada que uma rápida passada no mininova e algumas horas de BitTorrent não resolvam, geralmente com resolução e extras melhores do que as versões que eu tinha: estou encontrando muitas das séries em arquivos .ogm ou .mkv, com dual-audio (inglês e japonês) e várias opções de legendas. Melhor, só num DVD original.

E para o problema com os CDs não se repetir nos DVDs, estou tomando providências. Já estou considerando caixinhas opacas (mídia óptica e luz solar não combinam, e todo meu apartamento pega bastante sol) e de olho na qualidade da mídia. Para isso, uso como referência a escala do Digital FAQ. Basta pegar uma mídia DVD suspeita, abrir seu programa de gravação favorito, pedir informações do disco e comparar o código do fabricante com a tabela para ver qual a reputação.

Os Memorex que vieram com o gravador são “segunda linha”, para uso geral. É difícil encontrar mídias “primeira linha” aqui no Brasil, e elas são bem mais caras. Mas um aviso: cuidado com as imitações. Algumas empresas alteram o código do fabricante no disco, e a única explicação para isso é a vontade de enganar o consumidor e passar um produto ruim como sendo de qualidade. Notei hoje que os discos DVD-R da Multilaser (baratinhos) se identificam como Tayo-Yuden, uma das marcas mais respeitadas (e caras) no mercado. Alguém acredita? Provavelmente são produtos da Infosmart ou Optodisc, marcas de “quarta linha” (lixo) conhecidas por falsificar IDs.





Sobre os MP3/MP4 Foston

26 03 2007

Povo, pra esclarecer a festa do caqui que virou o sistema de comentários do meu blog, deixo bem claro de uma vez por todas: Não presto suporte individual a MP3/MP4 Players Foston ou afins!!. Tenho um, escrevi um textinho sobre eles, fucei bastante, mas de forma alguma sou especialista no assunto, tampouco tenho como fazer diagnóstico remoto de MP3 Player.

Lamento se pareço grosseiro, mas tem que ser assim. Comentários sobre o tema, especialmente em posts que não tem nada a ver com o assunto (como o do iogurte, ou na página de Sobre…), serão deletados. Se você tem problemas com seu MP3 Player, siga esses passos:

  • Não funciona? Leve na loja: Comprou, deu defeito? Tá esperando o que pra devolver pro vendedor? Se postar algo aqui e ficar esperando resposta, corre o risco de acabar perdendo o prazo de devolução do produto e ficar com um mico na mão. Bom senso gente!
  • Não sei como mexer nele: Leia o manual. É tosco, meio confuso, mas você vai conseguir, tenho certeza. A interface pode não ser a coisa mais intuitiva do mundo às vezes, mas garanto que uma olhadinha no manual resolve o problema e, melhor ainda, não dói!
  • Atualizei o firmware e fiz merda: Só posso dizer “sorry”. Atualização de firmware de um desses players é algo muito arriscado, que só deve ser feito por quem tem certeza absoluta do que está fazendo e está preparado para perder dinheiro e comprar um player novo. Os benefícios, na maioria dos casos, são nulos. Se o player não toca MP3, ou a bateria morre depois de meia hora, trocar o firmware não vai resolver. Toca pra loja.
  • Todo o resto: Experimente o fórum de discussão no site s1mp3.org. Um monte de usuários, de vários modelos, se junta lá para conversar e trocar dicas.

Dito isto, fiquem tranquilos: se eu escrever algum utilitário para esses players, ou descobrir alguma dica ou truque legal, tenham certeza de que vou postar aqui.





Ladies and Gentleman… Wii have a modchip!

6 02 2007

Não demorou muito, e já saiu o primeiro modchip (chamado CycloWiz) pro Wii. A instalação parece ser muito simples (sem levar em conta o processo de abrir o console) e ele permite rodar “backups” de jogos do Wii e do Gamecube gravados em DVD (+R e -R), inclusive jogos em múltiplos discos e com streaming de áudio. O site Maxconsole tem um review do brinquedinho, que custa módicos US$ 50,00.





E a saga dos clones continua

4 12 2006

Depois dos chineses clonarem a primera geração do iPod nano (vide os MP4 Foston e afins), não ia demorar muito pra clonarem o nano 2G. Olhando “por cima”, a única diferença visível é a tela com formato quadrado e a scroll wheel, que não é sensível ao toque e tem os botões em posições diferentes: em um nano de verdade o item Menu está em cima, não há um item VOL embaixo (no lugar está o Play/Pause) e o botão central (OK) é de alumínio, não de plástico. O firmware é o mesmo dos MP4 que já conhecemos por aqui. Olhem só:

Clone do iPod Nano 2G

Clone do iPod nano 2G

Não deve demorar muito para esses players começarem a aparecer nos Stand Centers Brasil afora. Como disse no comentário na Macmagazine, não são produtos ruins, desde que você saiba o que está comprando e compre em uma loja de verdade, onde possa devolver o produto em caso de problemas.

UPDATE: Esqueci de comentar. No sábado retrasado (20/01/2007) vi vários desses, em todas as cores do Nano Oficial, à venda no Stand Center. Infelizmente não anotei o preço, mas me lembro que os modelos tinham 2GB de Flash.





Wii broke it!

21 11 2006

Foi o que disse o povo da revista norte-americana Popular Science. Eles compraram um Wii, jogaram um pouco e decidiram abrir. Como não acharam uma chave compatível com os parafusos venusianos da Nintendo, abriram a carcaça na força, e acabaram detonando o console. Pelo menos ele não morreu em vão, a equipe da revista conseguiu as fotos que tanto queriam.





Falando na próxima geração…

16 11 2006

Os loucos do site japonês PC Watch desmontaram um Playstation 3, e montaram uma galeria na Web com fotos de toda a autópsia. Sim, é um trabalho sujo, mas com a morte da Lik-Sang alguém tem que fazê-lo… desmontar consoles caros e novinhos em folha deve ser algum tipo de esporte na Ásia, vá entender.

Acho que a imagem mais “emblemática” do conjunto é essa daqui, do lacre de garantia dizendo VOID. Interessante notar que, assim como o PS2 mantinha a CPU do PS1 (usada como controlador de I/O), o PS3 mantém o chipset (Graphics Synthesizer e Emotion Engine, em um chip só) do PS2. Fica mais fácil manter compatibilidade, mas mesmo assim a Sony está tendo problemas.

UPDATE! - Eduardo Lima aponta para uma autópsia do PS3 em inglês, feita pelo pessoal do DailyTech. Valeu!





Wii have a Wii!

13 11 2006

Chegou! O Wii chegou aqui na redação de games da Futuro, direto da Nintendo, uma semana antes do resto do mundo. Post, fotos e impressões iniciais no blog da PCMag.