Domingão, por volta das 20:30. Estou assistindo o pronunciamento do nosso presidente, inaugurando oficialmente as transmissões de TV Digital no Brasil (coisa que já acompanho faz um tempinho, lá nos outros blogs). Elaine tinha passado o dia reclamando de um desconforto, uma queimação no estômago, provavelmente uma recaída da gastrite que a acompanha desde os 14 anos. Quando o pronunciamento termina ela me pede para dar uma passadinha no hospital aqui perto, porque a dor está piorando e ela acha que vai complicar (ela teve uma crise bem forte, duas semanas antes). Vou trocar de roupa, ouço um grito e quando vejo Elaine está jogada no chão da sala, se contorcendo de dor, quase sem conseguir respirar. Começou a correria.
Toca pro hospital (milagrosamente um taxi apareceu BEM na hora). Chegando lá o médico do PS aplica um remédio para a dor e coloca ela em observação durante a noite. Numa maca no corredor do hospital, que é público e não tem estrutura para atender o número de pacientes que recebe. Eu fico por perto, passando parte da noite em claro, parte me encostando onde dava, como as cadeiras da recepção. Na manhã de segunda, alguns exames levantam a suspeita: pedras na vesícula. Isso dói, PACAS, e se não tratado pode evoluir pra coisas 10x mais complicadas como uma pancreatite. Peço uma transferência dela para o HASP, o Hospital da Aeronáutica de SP, onde ela pode receber um atendimento melhor. Isso às 9 da manhã de segunda. A ambulância chega às 4 da tarde.
Elaine fica em observação na segunda, faz mais exames na terça. Na manhã de quarta, acordo às sete da manhã com um monte de médicos, todos fardados, ao redor da cama dela. Vai operar, já, agora. Por sorte a cirurgia, uma videolaparoscopia, é simples e não demorou nem uma hora. Elaine volta pro quarto, grogue e sonhando com “navios piratas” (vá entender…). No fim das contas deu tudo certo, e já estamos de volta em casa. A moça vai ficar uns dias com uma meia dúzia de pontos na barriga e alimentação restrita, mas em breve estará (quase) novinha em folha, exceto uma vesícula a menos. Brinco dizendo que ela sofreu um “casemod”. Pelo menos isso faz ela rir




No final, o pior foi o susto…
Que bom que não foi nada muito grave. Desejo melhoras! Um abraço.
Melhoras….