Nerdeando na neve

19 03 2007

Domingo, dia de dormir até tarde, certo? Não se quiser um pouco de aventura: tive de acordar às 6 da manhã para poder encontrar o grupo às 07:15 e ir à Thousand Peaks. Para quê? Um passeio de snowmobile pelas montanhas.

Antes de mais nada, que fique claro uma coisa. Não gosto de dirigir, nunca dirigi um carro na minha vida e não morro de amores por motos. Não sei o que diabos eu estava pensando quando me inscrevi para dirigir o que é basicamente uma moto sobre esquis montanha acima até 3 mil metros de altura, mas não me arrependo: foi muito divertido.

Depois da chegarmos a Thousand Peaks (adorei o nome, e é verdade: nunca vi tantas montanhas juntas) e escolher nosso equipamento, tivemos uma rápida instrução sobre como controlar o snowmobile e partimos para o passeio. Na teoria é fácil, é basicamente como dirigir uma bicicleta. Na prática é mais complicado, porque a resistência na hora das curvas é grande e o calor tinha derretido boa parte da neve no terreno. A maioria do que sobrou era neve compacta, que resulta em caminhos cheios de solavancos. Sem falar no medo de cair daquela coisa a 60 por hora.

O instrutor nos levou até a pista de treino, um campo amplo e plano com neve mais fofa para nos acostumarmos com o snowmobile e sua reação antes da subida da montanha. Foi aqui que tive o primeiro sinal de que minha carreira de “piloto” não ia durar muito: durante uma curva, o motor morreu sozinho. Não consegui religar, chamei o instrutor, ele religou o motor e retomei o passeio. Cinco minutos depois, o motor morre de novo. Religo, e começamos a subida.

No meio do caminho… o motor morre de vez e não volta. O instrutor abre, dá uma olhada, nota um problema com as engrenagens e me diz que vou ter que continuar o resto do passeio de carona. Ainda assim foi muito divertido (e bonito), mas tirou um pouco da emoção da coisa, justo quando eu estava começando a gostar.

Na verdade, teve um pouco de emoção sim. No caminho entre a cabana e o topo da montanha, pegamos um trecho de estrada cheio de “lombadas”. O suíço que me deu carona acelerou um pouco mais, eu pulei no banco de trás e minha câmera digital, que estava no bolso do casaco, voa a 60 Km/h de encontro a um banco de neve. Felizmente ficou intacta (Sony Cybershot DSC-P73: aprovada para aventura!) e pude continuar fotografando. Infelizmente não posso dizer o mesmo da bolsa da câmera: deve ter se desprendido do cinto e caído durante o passeio, nunca mais encontrei. Sorte que a única coisa que tinha lá dentro era um cabo USB e duas pilhas recarregáveis, nada que uma rápida ida a uma loja da Office Depot não resolva.

Voltamos para o hotel quebrados. Para terem uma idéia, o passeio terminou há cerca de 12 horas, e meus braços e pernas ainda doem. Na TV parece fácil, mas se equilibrar e controlar uma máquina daquelas não é bolinho.


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2 responses

20 03 2007
Camila

A Jordana me indicou para ler, adorei o texto e a forma como relatou as experiencias. As fotos estao lindas e dá uma vontade louca de viajar e de ser jornalista nestas horas… quer dizer, sou jornalista, mas nao nestas horas. Sou do mundo das agencias de comunicacao, e dos caras que nao tem dinheiro para mandar jornalista para nenhum lugar que nao seja…. um restaurante! ……kkkk Se quiser, leia meu blog para entender um pouco mais – camiland.zip.net
bjs e aproveitem a viagem, Camila

20 03 2007
Hemogenes

Hehehehe! Essa eu queria ter visto! =)

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