M E R D A ! ! ! !
Esse foi o grito que meus pais (e provavelmente mais meio quarteirão) ouviram, vindo do meu quarto, às 22:51 de 18/10/2003. Tinha acabado de revisar o capítulo 14 do livro, a remessa de segunda estava prontinha, antes do prazo. Era só empacotar e mandar pra editora. “Mas antes”, pensei, “vou fazer um backup, só pro caso de algo acontecer”. E lá vou eu pro terminal:
$ rm Linux9Cap12* Linux9Cap13* Linux9Cap14* Linux9Cap15* /mnt/dropbox
$ bash: rm: can’t remove /mnt/dropbox. It is a directory
GELEI. Em vez de copiar os arquivos pro diretório compartilhado com o Mac (onde está o ZipDrive que uso para guardar meus backups), eu apaguei os arquivos. 4 capítulos, 150 páginas, uma semana de trabalho perdido, e em cima do prazo, pra piorar as coisas. Devo ter chutado todos os móveis do quarto. O Yoshi, que me ouviu esbravejando no ICQ, me disse pra parar tudo e abrir o MC, gerenciador de arquivos que tem um módulo de recuperação de arquivos excluídos. Lembrei que tinha lido sobre isso no livro, não custava tentar. E lá vou eu pro terminal de novo:
$ mc
bash: mc: command not found
Não tinha o MC instalado. Se instalasse, corria o risco de sobrescrever os inodes com meus arquivos recém apagados, e perdê-los pra sempre. Achei uns arquivos .tmp gerados pelo Word, mas não havia muita coisa que prestasse neles. O jeito foi tomar um banho, arranjar um copo tamanho família de algo com bastante cafeína, e voltar ao trabalho. Mais tarde descobri que uma outra cagada minha salvou o capítulo 14 completo, sem um único bit perdido sequer. Refiz o 15 em duas horas. Ainda faltam o 12 e o 13 (que é gigantesco, 70 páginas). Espero que dê tempo, tem que dar tempo, vai dar tempo.
Pra evitar novos desastres, criei os seguintes aliases globais, para todos os usuários do sistema, no arquivo /etc/bashrc
alias rm=”echo ‘Criancas espertas usam rm -i. rm agora é rmi’”
alias rmi=”rm -i”
E vou passar a pensar três vezes antes de teclar Enter…
UPDATE: Só agora, ao tentar apagar um arquivo (pra valer) me toquei de que o alias acima não funciona. rm te instrui a usar rmi, mas rmi chama rm -i e rm vai te instruir a chamar rmi. Ou seja, simplesmente não dá pra apagar um arquivo. É o que dá fazer posts às 01:36 da manhã sob stress. Mas talvez isso tenha um lado bom…
Um alias adequado seria:
alias rm=”rm -i”
Isso vai pedir confirmação antes de apagar cada arquivo, a não ser que você especifique -f como parâmetro adicional na linha de comando (pense TRINTA vezes antes de fazer isso!). E podem me chamar de sujera, eu mereço…




[...] É o Finder na quarta dimensão Só quem trabalha com revistas no dia-a-dia sabe o quão útil um recurso desses pode ser. Vira e mexe acontece de um arquivo sumir do servidor, um artigo ser sobrescrito acidentalmente ou uma imagem ser corrompida pelo Photoshop. Com o Time Machine, poderÃamos substituir o pânico e a espera pelo departamento de TI (para achar a fita de backup, colocar no servidor, achar o arquivo, restaurar, avisar que está OK…) por dois comandinhos num programa que, além de tudo, parece ter uma interfcae bem divertida. Se a Time Machine existisse na época em que eu estava revisando o livro, ela teria me poupado muita dor-de-cabeça e uma madrugada em claro. [...]