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16 10 2003

iTunes for Windows!

Depois de quatro meses de espera, a Apple finalmente lançou, em um evento fechado especial no Moscone Center, em San Francisco, a versão Windows do iTunes, com acesso à iTunes Music Store (infelizmente, ainda só disponível aos residentes dos EUA). E vocês devem estar se perguntando… “e então, como é?”. Simplesmente IDÊNTICO à versão Mac. Pra não me repetir, publico aqui um trecho (editado, com correções e adições), do e-mail que mandei para a lista de discussão da revista Macmania:

“Acabei de baixar e instalar o iTunes pra Windows. São 20 MB, e ele atualizou o meu Quicktime junto (foi pra versão 6.4) [...] A instalacão foi simples, a única parte chata é reiniciar o PC no final. A interface é mesmo idêntica à do Mac. Fora as fontes sem anti-aliasing e a barra de menus no topo da janela, é absolutamente idêntico. Adicionei algumas MP3 que tenho em um CD à Library, e ele tocou todas sem problemas. O plugin de visualizacão é o mesmo, e finalmente posso rodar ele em alta resolucão e tela cheia (o que é pesado demais pro meu iMac).

O meu gravador de CD foi reconhecido (HL-DT-ST GCC4120B, um combo Gravador+DVD da LG) e estou passando por uma experiência única: gravar um CD no iTunes. Isso enquanto continuo ouvindo musicas nele. Nem um pulinho sequer no áudio [...] No Mac, compartilhei minha biblioteca de músicas (com uma senha para acesso). Em poucos segundos, “Rigues’s Library” aparece entre as playlists no Windows. Digito a senha e… voilá! Todas as minhas playlists e músicas do Mac podem ser acessadas no Windows. O iTunes não copia as músicas de uma máquina para a outra, em vez disso ele faz streaming do áudio.

[...]

Ops! Primeira coisa feia… mandei importar (ripar) um CD pra AAC, 128kb/s. Média de 4x. SÓ QUE… ouço alguns ‘pop’ na MP3 que está tocando. O uso de CPU chega a 96%. Isso só acontece durante um rip, e basta parar para o áudio volta ao normal. Estranho…”

É claro que eu não estaria fazendo jus ao meu título de SuperMegaNerdTM se eu não tentasse fazer algo fora do normal: Instalar o iTunes no Linux, usando o CrossOver Office (afinal, é pra isso que serve aquela opção “Install unsupported software”). Infelizmente não rolou. O iTunes exige Windows 2000 ou XP, mas o CrossOver Office só emula um Windows 98. Que pena…

Tem gente reclamando do consumo excessivo de CPU quando se tem uma Library com muitas músicas (pra lá de 500). Na verdade, isso é por causa do SoundCheck, recurso (que pode ser desativado, em Edit -> Preferences, aba Effects) que analisa cada MP3 da sua coleção e ajusta para que todas toquem (e sejam gravadas em CD) com o mesmo volume. Depois que ele terminar de escanear todas as músicas (o que só é feito uma vez e pode levar um tempinho se sua coleção for muito grande), o consumo de CPU cai pra típicos 5 a 10 %. E pra quem gosta de manter as músicas separadinhas em pastas, divididas por gênero, banda, disco, etc… um aviso: A primeira coisa a fazer é ir ao menu Edit -> Preferences, aba Advanced, e desmarcar a opção Keep iTunes Music Folder organized. Senão o iTunes irá bagunçar toda a sua organização, movendo as músicas para pastas criadas de acordo com critérios próprios. Isto não é um bug. É um feature, chato, mas é um feature.

Só não gostei do fato da Apple ter tentado “marretar” a interface Aqua no Windows. Scrollbars e botões tem aparência Aqua, e a janela é metalizada, como no Mac. Só que isso deixou a interface lenta. Ela não é excruciantemente lenta, como diz o artigo da Eugenia (veja meu comentário), mas é mais lenta do que deveria. Quando falo em lerdeza, não me refiro à reproducão de músicas, mas sim de operações como redimensionar a janela ou rolar uma página da Music Store, cheia de imagens. A Apple poderia muito bem ter implementado um visual “Windows” padrão, não texturizado, e ainda assim mantido o software funcionalmente idêntico à versão Mac.

No geral: se você usa Windows e tem uma penca de MP3, vá até o site da Apple e baixe o iTunes pra Windows. Garanto que vale a pena.





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16 10 2003

Moltres e Zapdos

O projeto Mozilla lançou ontem novas versões do navegador Firebird (0.7) e do cliente de e-mail Thunderbird (0.3), que acabaram virando meus softwares padrão para web e e-mail no Linux. Gosto do Firebird porque ele é leve e tem um conjunto muito legal de recursos (busca por links, busca no texto da página com /, redimensionamento de imagens e extensões legais como os pie-menus), e agora que há uma versão com anti-aliasing nas fontes, tudo ficou ainda melhor. Some a isso o fato de que venho tendo problemas com o Epiphany (às vezes ele se esquece de que está conectado, e para de carregar os sites) e o Mozilla (que às vezes simplesmente congela por alguns minutos, até voltar ao normal), e o Firebird se torna a escolha natural.

Comecei a usar o Thunderbird para ler meu e-mail na semana em que tentei trabalhar no Windows (por causa da exigência do Word), e acabei gostando dele por causa de um único recurso (também presente no Mail, da Apple, no OS X): Filtros inteligentes anti-spam (bayesian filters). Basicamente, você treina o programa durante um tempo dizendo o que é ou não spam, e quando ele ficar esperto o suficiente, deixa o filtro no modo automático. Fácil de fazer, e você não precisar configurar um sistema de filtragem, como o SpamAssassin, separadamente. Como meu Evolution também comecou a ter problemas (estranhamente, o mesmo do Epiphany: às vezes ele se esquece de que está conectado e não consegue baixar as mensagens), o Thunderbird tomou o lugar.

Se você ainda está preso à dupla IE/Outlook, recomendo que experimente o Firebird e o Thunderbird o quanto antes. De quebra, você para de se preocupar com vírus que contaminam sua máquina automaticamente sem que você sequer abra a mensagem (anexos são outra história. Que tal um anti-vírus gratuito, como o AVG?) e sites que sequestram o teu navegador, enchem teu sistema de spyware e entopem a sua tela com pop-ups de sites pornô. E não vai mais querer voltar atrás.