Gatonauta
11 07 2008Comments : No Comments »
Categories : Pessoal
Estas duas bolinhas são Bit e Byte, um casal de gatinhos com pouco mais de um mês de vida e os mais novos moradores aqui de casa. Bit (o macho, à esquerda) é carente e dorminhoco, já Byte é aventureira: descobriu cantinhos secretos na casa para se esconder (e levou o irmão junto, forçando eu e Elaine em um jogo de “cadê os gatos?” durante meia hora) e gosta de escalar almofadas e o sofá velho da sala.
Não, eu não tenho experiência NENHUMA com gatos, fora conhecimento básico como saber que eles são mamíferos e arranham. Mas Elaine cuida de bichos assim desde os nove anos de idade, e já estou matriculado em um curso intensivo. Estou ansioso para que eles cresçam mais um pouquinho (por enquanto eles comem, andam um pouco, dormem, andam mais um puco, dormem…) para começar minha própria produção de LOLCats. Vamos ver no que dá ![]()
Em Outubro de 2005, postei o seguinte aqui no blog:
Qual é a música?
Por algum milagre alguma alma caridosa aí fora tem a letra de Mamoru Hito ga Iru, da Ai Orikasa? Não, já procurei no AnimeLyrics e não achei nada, também não tive sorte numa busca no Google. Provavelmente tem ela em algum site obscuro em japonês…
A música é bonita, e o estilo me lembra a trilha de Blue Seed ou Saber Marionette J. Tem toda a cara de trilha de anime, só não sei qual…
Bom, procurei, procurei e nunca achei a tal música ou a letra e me contentei com as poucas vezes que ela tocava na Japan-a-Radio. Até que hoje, conversando com um amigo, me lembrei dela e resolvi procurar de novo. Clica daqui, dali… achei a MP3! Mas tem um problema: vou ouvir e descubro que ela não é a música que eu queria, é instrumental (por isso nunca achei a letra). Bom, se o nome não é o que eu pensava, então qual é a bendita música?
Minha única pista era o anime (Saber Marionette J Again) e a cantora, então resolvo procurar na Wikipedia pelas músicas da trilha sonora cantadas pela Ai Orikasa (sim, devia ter feito isso há MUITO tempo). Acho uma chamada “Kage ni nare”. Essa tem MP3 fácil e até um clipe no YouTube. Vou conferir e… BINGO! FINALMENTE achei a bendita! Aproveitei, peguei o CD inteiro e já taquei no iPod.
E como diabos eu acabei passando um tempão procurando pela música errada? Simples, a tag na versão em streaming da Japan-A-Radio estava errada. Na listagem do CD, Mamoru Hito ga Iru vem logo antes da Kage ni Nare. Provavelmente na hora de copiar as tags alguém se embananou. Maldito Murphy, me pregou uma peça de novo!
Em tempo: tá aqui a letra
… ou melhor, de Segway HT, aquele fantástico “patinete computadorizado” (tem outro jeito de descrever aquilo?) que se equilibra automaticamente sobre duas rodas, tornando um tombo impossível. Aconteceu na Campus Party, com um dos Segway que a Intel levou ao evento para que os blogueiros contratados pudessem se deslocar rapidamente pelo pavilhão da bienal e não perder um segundo do que acontecia por lá.
A analogia com uma bicicleta é válida, porque a primeira sensação é o medo de cair. Faz sentido, afinal ele só tem duas rodas e a lógica dita que você vai cair ou de cara ou de bunda e pagar o maior mico. Mas depois de alguns segundos você aprende a confiar na máquina e já consegue ficar de pé sem medo. Ou pelo menos sem muito medo.
Para andar para a frente, basta jogar um pouco o peso do corpo para a frente. Quanto mais, mais rápido, portanto não se afobe ou vai tomar um susto. Para andar de ré, jogue o peso para trás. A surpresa veio na hora de virar: não adianta jogar o peso para os lados, é necessário torcer a manopla esquerda. Torça pra dentro e vire pra esquerda, torça pra fora e vire pra direita. Torça parado para girar sobre o próprio eixo, andando para fazer curvas. Em cinco segundos o receio dá lugar à diversão.
Claro, como não podia deixar de ser em um evento lotado de nerds, a “ocasião” foi fotografada e filmada. O Tiago Dória postou um videozinho (sem videocassetadas) no Tumblr. E a Sulamita (que cedeu o Segway, valeu!) tirou a foto abaixo:
Domingão, por volta das 20:30. Estou assistindo o pronunciamento do nosso presidente, inaugurando oficialmente as transmissões de TV Digital no Brasil (coisa que já acompanho faz um tempinho, lá nos outros blogs). Elaine tinha passado o dia reclamando de um desconforto, uma queimação no estômago, provavelmente uma recaída da gastrite que a acompanha desde os 14 anos. Quando o pronunciamento termina ela me pede para dar uma passadinha no hospital aqui perto, porque a dor está piorando e ela acha que vai complicar (ela teve uma crise bem forte, duas semanas antes). Vou trocar de roupa, ouço um grito e quando vejo Elaine está jogada no chão da sala, se contorcendo de dor, quase sem conseguir respirar. Começou a correria.
Toca pro hospital (milagrosamente um taxi apareceu BEM na hora). Chegando lá o médico do PS aplica um remédio para a dor e coloca ela em observação durante a noite. Numa maca no corredor do hospital, que é público e não tem estrutura para atender o número de pacientes que recebe. Eu fico por perto, passando parte da noite em claro, parte me encostando onde dava, como as cadeiras da recepção. Na manhã de segunda, alguns exames levantam a suspeita: pedras na vesícula. Isso dói, PACAS, e se não tratado pode evoluir pra coisas 10x mais complicadas como uma pancreatite. Peço uma transferência dela para o HASP, o Hospital da Aeronáutica de SP, onde ela pode receber um atendimento melhor. Isso às 9 da manhã de segunda. A ambulância chega às 4 da tarde.
Elaine fica em observação na segunda, faz mais exames na terça. Na manhã de quarta, acordo às sete da manhã com um monte de médicos, todos fardados, ao redor da cama dela. Vai operar, já, agora. Por sorte a cirurgia, uma videolaparoscopia, é simples e não demorou nem uma hora. Elaine volta pro quarto, grogue e sonhando com “navios piratas” (vá entender…). No fim das contas deu tudo certo, e já estamos de volta em casa. A moça vai ficar uns dias com uma meia dúzia de pontos na barriga e alimentação restrita, mas em breve estará (quase) novinha em folha, exceto uma vesícula a menos. Brinco dizendo que ela sofreu um “casemod”. Pelo menos isso faz ela rir ![]()
Opa, tem alguém por aqui ainda? Não, eu não morri. Leitores mais atentos devem ter notado que atualizei minha galeria de fotos no Flickr (e não, ainda não fiz a migração de todas as galerias do blog pra lá. Mea Culpa). Aproveitei um evento da Nokia para comemorar (meio atrasado, é verdade) Lo Internacional de Hablarse Portuñol “in loco”, em Buenos Aires. Passei os últimos quatro dias em Puerto Madero, bairro “chique” da cidade, cercado por pessoas armadas com N73, N76, N81 e N95 por todos os lados. Ô inveja… um dia eu ainda tenho um
No fim das contas acabei nem hablando portuñol, fiquei com o inglês mesmo. Me viro sem problemas com texto em espanhol, mas nuestros hermanos falam com uma velocidade, e um sotaque tão diferente do esperado, que tornaram qualquer tentativa de comunicação infrutífera para mim. Se um dia eu terminar o módulo de japonês do Rosetta, juro que começo um de espanhol.
De resto, a falta de posts aqui no Blog é porque não tem muita coisa, fora trabalho, muito trabalho, acontecendo ultimamente. A bola da vez (e alguns vão ficar chocados) é que a namorada está vindo aqui pra casa. Não pra passear, como já fez várias vezes, mas a longo período, pra morar junto. Ela arranjou um emprego em SP, aqui pertinho de casa, e como bom FUBAPA vou fazer de tudo pra ajudá-la a se estabelecer na selva de pedra. É a vida, aprontando um “chabudai gaeshi” e mudando planos quando menos se espera
UPDATE: Fotos da viagem finalmente organizadas, descritas e taggeadas no Flickr.
Finalmente, depois de um bom tempo juntando trocados e sonhando… comprei um Wii. Faz um tempinho, já, mas minha nova rotina de trabalho (em casa, mais muito mais corrida do que na revista) tem me impedido de aproveitar devidamente o brinquedo. A chegada da namorada no fim de semana pode ajudar a reverter a situação, especialmente se eu conseguir botar as mãos em WarioWare: Smooth Moves até lá.
Dos jogos que tenho, Rayman é o que mais joguei. São minigames fáceis, rápidos e muito engraçados, dá para completar um “nível” (quatro jogos cada) em meia hora, desestressar e voltar ao trabalho. A mecânica do controle sensível ao movimento é perfeita e no dia seguinte à primeira partida acordei com os braços doendo, resultado das várias tentativas até conseguir arremessar uma vaca a 60 metros de distância, entre outras loucuras (DAAAAAAAAHH!!!!!!). Super Paper Mario é bastante divertido, mas ainda não consegui tempo suficiente para tocar em Zelda: Twilight Princess ou Metroid Prime 3: Corruption.
Gostei bastante dos aspectos online do console (notícias, previsão do tempo) e acabei comprando o Internet Channel (500 wii points) para fazer alguns testes com o Wii como Media Center. Aproveitei o embalo, e comprei também Sin & Punishment (1200 wii points), shooter da Treasure originalmente lançado para o Nintendo 64 que, até sair hoje no Virtual Console, nunca tinha sido lançado nos EUA.
A Nintendo foi esperta em permitir que qualquer um com um cartão de crédito internacional compre Wii Points, assim ela não perde consumidores como eu que querem gastar, mas não moram na terra do Tio Sam. Coloquei trinta dólares (3.000 Wii Points) e ainda tenho crédito pra um jogo de NES e um de Megadrive. Sim, eu tenho um Megadrive. E posso rodar jogos de NES usando um dos muitos emuladores para Gamecube/Wii disponíveis na Internet. Mas sempre disse para mim mesmo que, no dia em que uma empresa me desse a oportunidade de comprar, legalmente e por um preço decente meus jogos favoritos da antiguidade, eu pagaria com gosto. Estou cumprindo minha palavra.
Creio que minha única reclamação até o momento é justamente no Shop Channel. O gerenciador de download é, por falta de definição melhor, patético. Um único download por vez? Sem download em segundo plano? Poxa Nintendo, vocês conseguem fazer melhor que isso. E se livrem do Mario na barra de progresso: ele é bonitinho da primeira vez, mas a partir do segundo download o barulho das moedinhas e cabeçadas nos bloquinhos fica irritante.
Domingo, dia ensolarado, e como bom nerd estou em casa na frente do micro, procurando algo para fazer (ou criando coragem para terminar a faxina). Resolvi dar uma olhadinha no sistema de comentários aqui do blog pessoal, e notei que o Akismet pegou 420 spams nos últimos dias. Opa, a pescaria foi boa. Antes de apagar, dou uma olhada pra ver se não há nenhum falso positivo e… noto um padrão.
Todos os spammers tentaram postar séries de quatro links, apontando para sites variados, tentando vender seguro, empréstimos, carros, viagra, essas coisas que spammers tentam convencer usuários incautos a comprar. Mas o que me chamou a atenção foram os “nomes”. Praticamente todos, com uma ou duas exceções, são nomes gregos ou romanos. Dá uma olhada numa pequena amostra:
Alexander, Drimiotes, Marinos, Petros, Panos, Andros, Arsenios, Hippocrates, Aienias, Marinos, Lambro, Iaison, Zeus, Crist, Lazaros, Leo, Stamatis, Evenios, Hermes, Theodosios, Konstantinos, Evangelos, Eleni, Valerios…
A partir daí posso concluir que tenho leitores famosos. Seria “Alexander” Alexandre, o Grande? Hippocrates tentou me vender viagra, será um comportamento aceitável para o pai da medicina? Cristo também estava na mesma onda. Já Zeus, o todo-poderoso rei dos deuses gregos, me ofereceu uma verdadeira pechincha em uma Pick-Up Toyota. E Hermes, o mensageiro, pelo jeito não se importa em também carregar propaganda. Até os imperadores Teodósio e Constantino entraram na festa. É cada uma que me aparece…
Não resisti e baixei via Bittorrent o episódio piloto de “Sarah Connor Chronicles”, a série de TV que continua a história do universo de O Exterminador do Futuro a partir do segundo filme (Terminator 2: Judgement Day, 1992).
Primeiro tenho que comentar a qualidade de imagem do episódio, excepcional. Um “vazamento” deste calibre, de um episódio finalizado e a seis meses da estréia oficial (programada para o início de 200
tem toda a cara de algo proposital, para gerar interesse na série. Se for deu certo, porque eu me interessei, e bastante.
O piloto continua a história do segundo filme, com John e Sarah fugindo da polícia (estão sendo procurados por detonar a Cyberdyne) e tomando precauções contra eventuais exterminadores. E eles chegam, um disfarçado de professor de ciências, para matar John na escola, e outro na forma de uma colega de classe de John, para protegê-lo. A partir daí o piloto é Terminator puro, com muitas cenas de ação, armas, fugas e robôs se estapeando. A todo momento há referências ao segundo filme. No geral o episódio é bem melhor do que eu imaginava, e digno da franquia que representa.
Entretanto, há duas coisas de que não gostei:
1) Mataram completamente Terminator 3. E eu gostei de Terminator 3, acho que fecha bem a história. Nele o dia do julgamento acontece em 2004. Na série, está marcado para 2011. Em T3 Sarah Connor está morta em 2004. Na série ela aparece vivinha da silva em 2007 (OK, tem um truque, mas ainda assim…).
2) A nova Sarah Connor não é louca o suficiente. No segundo filme ela é durona a ponto de fazer você mudar de calçada se encontrá-la na rua. Na série, no máximo você passa do lado tomando cuidado pra não fazer cara feia.
Os Exterminadores são legais, mas bem mais “humanos” do que nos filmes. E achei a Summer Glau muito pequenininha e magrinha pra ser um exterminador (que modelo?), se bem que de certa forma isso pode ser exatamente o ponto chave do disfarce. Ah, e parece que os exterminadores não se regeneram tão rápido como no segundo filme.
A pergunta que não quer calar é: porque diabos, depois do T-1000, Skynet mandou um T-800/850 pra matar John Connor? O próprio T-800 em T2 se identifica como “obsoleto”. Será que Skynet está fazendo contenção de despesas?