Caramba, quase quatro meses sem um post, mas as coisas andam corridas. A maior mudança nesse tempo todo foi, bem, a mudança. Motivado pela necessidade de um quarto para o Gabriel (que vem pra SP no fim do ano), saí do apartamento no qual morei desde que vim para SP, há quatro anos, e me mudei para um apartamento maior ainda no bairro da Aclimação.
Claro que não foi tão simples assim. A imobiliária gerou muita dor de cabeça e burocracia, tanto que chegou a irritar até o proprietário do apartamento. Já estava começando a acreditar que eles eram um bando de Vogons. Enrolaram desde o inicio da locação até a entrega das chaves, que acabou sendo feita duas semanas depois do estimado (e resultou em um aluguel a mais no apartamento antigo).
Com a papelada em dia, era hora da mudança propriamente dita. Elaine ajudou muito adiantando caixas e organizando a logística, enquanto eu entrava em pânico e resmungava no geral (odeio mudanças). Conseguimos tirar tudo do apartamento antigo e trazer para o novo em uma manhã, e em dois dias boa parte da casa estava desempacotada. Fora a lerdeza da Telefônica (três dias úteis pra transferir o telefone, mais três dias úteis pra transferir o Speedy), até que tudo foi razoavelmente indolor.
O novo apartamento valeu a pena. Dois quartos, banheiro enorme, cozinha e área de serviço grandes (cozinha grande o suficiente para uma mesa de jantar, eba!), bem localizado (ao lado do parque), vizinhança tranquila. Mas quem mais gostou foram os gatos. Depois do pânico inicial de ver o apartamento antigo vazio (eles miavam desesperados) e o medo da chegada ao novo (ficaram duas horas parados, como estátuas, em uma prateleira), eles se adaptaram bem e adoram as janelas. Além do movimento na rua (Elaine diz que eles são “fofoqueiros”), eles passam o dia observando atentamente os passarinhos nas árvores do parque. Só faltam lamber os beiços







